O futuro da Terra Santa reside na unidade e na solidariedade. (João Paulo II)
Apague-se o círculo vicioso da violência, construa-se a paz duradoura baseada na justiça. (Bento XVI)

Visita de Solidariedade dos Chefes das Igrejas de Jerusalém à Esplanada das Mesquitas

visita solidriaCOMUNICADO DO PATRIARCADO LATINO DE JERUSALÉM

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2014 de manhã, uma delegação de chefes das Igrejas de Jerusalém deslocou-se à Esplanada das Mesquitas, Haram al Sharif, para uma visita de solidariedade, de paz e de reconciliação. Depois da visita, a delegação emitiu, com o Conselho do Waqf islâmico de Jerusalém, uma declaração conjunta.

Da delegação faziam parte representantes da Igreja católica da Terra Santa: Sua Beatitude Fouad Twal, Patriarca Latino de Jerusalém, o seu Vigário em Jerusalém e na Palestina, Mons. William Shomali, o Vigário Patriarcal para os greco-católicos de Jerusalém, Mons. Joseph-Jules Zerey, e o Padre Ibrahim Faltas, Irmão franciscano.

No fim da visita, foi feita uma declaração conjunta em nome dos chefes das Igrejas e do Conselho Waqf islâmico de Jerusalém. De seguida o texto integral da declaração.

Declaração dos chefes das Igrejas e do Conselho do Waqf islâmico de Jerusalém

A 10 de Novembro de 2014, correspondendo ao 17 Muharram 1436h, uma importante delegação de Patriarcas e de Bispos da Cidade Santa e de representantes de todas as igrejas de Jerusalém deslocou-se à Esplanada de Haram al Sharif. Foram recebidos pelo Presidente e pelos membros do Conselho do Waqf islâmico e os quadros superiores do Awqf e pelo Governador de Jerusalém.

As duas partes sublinharam os seguintes princípios:
1. A situação histórica (Statu quo) da mesquita Al Aqsa (Haram al Sharif), do seu pátio, de todos os edifícios, e na cidade de Jerusalém, não deve ser modificada.
2. Sublinharam o pleno direito dos muçulmanos à oração e da sua liberdade de aceder à Mesquita Al-Aqsa, assim como a propriedade exclusiva desta última pelos muçulmanos de todo o mundo.
3. Lembraram a importância da guarda pelo reino hachemita de Al-Aqsa e dos lugares santos muçulmanos e cristãos em Jerusalém e na Terra Santa.
4. Sublinharam a continuidade do Pacto de Omar Ibn Khattab que liga cristãos e muçulmanos na unidade por uma coexistência fraterna na Cidade Santa, que é única no mundo. Esta aliança respeita o direito dos cristãos rezarem e praticarem a sua religião em plena     liberdade.

As duas partes comprometeram-se a rezarem pelo fim da injustiça e pelo restabelecimento da segurança e da paz nesta cidade que deveria ser um modelo de coexistência pacífica.

(Escrito em Nov 12, 2014 dentro Notícias locaisPolítica e sociedadeSlide)

visita aqsa 1

Os chefes das Igrejas e o Conselho do Waqf islâmico de Jerusalém.

 

 

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